terça-feira, 2 de outubro de 2018

Resenha: Hellish War – Defender of Metal (2001)



2001, um ano que está cada vez mais distante… O tempo não perdoa mesmo! Impossível me esquecer das lembranças da infância, onde ainda não tinha contato com o mundo da Música Pesada. Mas, eis me aqui dezessete anos depois para comentar um pouco sobre este primeiro lançamento da banda paulista Hellish War, ‘Defender of Metal’.

Vindos de Campinas, e contando (na época) com os músicos Roger Hammer (vocal), Vulcano (guitarra), Daniel Job (guitarra), Gustavo Gostautas (baixo) e Jayr Costa (bateria), a banda sempre jogou no time do Heavy Metal com traços de Power, Tradicional e Épico, além de uma brilhante aura oitentista.

Contando com onze faixas, a duração total chega aos 72 minutos com muitos bons momentos e idéias inspiradas, mas que ficou devendo uma atenção redobrada na edição final, já que algumas faixas simplesmente não acabam quando têm que acabar, se estendendo em passagens que poderiam ter sido eliminadas para não sufocarem as demais.

Como exemplo primário, a introdução épica é boa, só que também não precisava passar dos três minutos… Afinal de contas, em muitos casos já queremos ir direto ao ponto! Finalmente o álbum inicia com a faixa que dá nome a banda, “Hellish War” – algo bem característico do estilo -, onde rapidamente percebemos a proposta do som, citada no primeiro parágrafo. A terceira faixa, “We Are Living for the Metal” (frase do refrão que você vai cantar junto!) também deixa claro a exaltação do estilo que tanto apreciamos! Com riffs de guitarra sensacionais (que verdade seja dita: estão presentes por todo o trabalho) “Defender of the Metal” chega com tudo, numa onda bem old school que empolga pra valer. O único
porém ficou no título, repetindo a palavra “Metal” na sequência…
Com uma pegada inicial bem ao estilo do Iced Earth, “The Sign” tem um clima tenso, do tipo que se pode imaginar uma cena fantasiosa nos moldes das artes de Frank Frazetta, Earl Norem, Ken Kelly e demais mestres. A parte mais cadenciada no meio – com um dedilhado de guitarra e uma base de teclado, só contribuiu pra isso – sem contar o bom solo. Adentrando uma arena de lutas, a rápida “Gladiator” não decepciona, sem contar ainda com uma captação muito boa da “cozinha”, com  trechos remetendo ao Running Wild de outrora. Como não poderia faltar uma instrumental, então “Into the Valhalla” cumpriu bem o seu dever.
A longa “Sacred Sword” apresenta bons momentos ao lado de outros que poderiam ter sido repensados ou mesmo enxugados… Enquanto isso, outra com ‘Metal’ no título – “Memories of a Metal” chega com cara de hit, já que possui ótimas melodias e um refrão forte. Mas é uma música que não precisava ficar se arrastando toda vida para mostrar sua qualidade.
“Feeling of Warrors” é outra instrumental, enquanto que “The Law of the Blade” nos agrada com uma pegada Speed, que parece ter saído de algum lugar de meados da década de 80… Um encerramento impressionante!

Formação:
Roger Hammer (vocal)
Vulcano (guitarra)
Daniel Job (guitarra)
Gustavo Gostautas (baixo)
Jayr Costa (bateria)

Faixas:
01. Into the Battle
02. Hellish War
03. We Are Living for the Metal
04. Defender of Metal
05. The Sign
06. Gladiator
07. Into the Valhalla
08. Sacred Sword
09. Memories of a Metal
10. Feeling of Warriors
11. The Law of the Blade.

Por Vitor Sobreira

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