terça-feira, 4 de abril de 2017

Resenha: Shoot, Shovel, Shut Up (2016) - Endrah

Importante: Essa resenha trata-se de um parecer pessoal, de nenhuma forma busca rotular o trabalho em questão, expondo aqui apenas um ponto de vista, assim sendo, ele pode mudar de pessoa para pessoa afinal cada um tem sua bagagem, suas influências e referências assim como seus estilos preferidos.


 

Praticando uma mistura bem distinta e agressiva entre o Death Metal e o Hardcore, a banda paulistana Endrah, lançou em 2016, o seu ainda recente, EP ‘Shoot, Shovel, Shut Up’ - após dois anos de seu último lançamento, o single ‘Cadáver na Barragem’, de 2014, e quatro anos após o último álbum completo ‘The Culling’ (2012), exibindo a ótima qualidade, já esperada de bandas de nosso Brasil.

Com cinco faixas (sendo uma delas, a versão “atualizada” do ‘single’ anterior “Cadáver na Barragem”), e totalizando quase 25 minutos de duração total, a banda imprimiu todo peso, fúria e técnica possíveis em sua sonoridade, mostrando mais uma vez, do que são capazes.

Combinando perfeitamente as fortes composições, com músicos completamente competentes à produção e a arte gráfica, vemos que tudo caiu muito bem, observado claramente no resultado final do material, disponibilizado de forma independente.
 
Abrindo o trabalho, a faixa título nos insere no contexto apresentado pelo Endrah, com um ritmo de bateria grooveado, riffs de guitarra bem
complexos, linhas de baixo, bem audíveis - com um Q de ‘fretless’ e um vocal predominantemente agressivo. “Shame”, que inclusive foi a escolhida para o vídeo clipe, mantém o ritmo hipnótico, chegando aos limites do Metalcore, sem abrir mão da fúria. “Priced Out of Paradise”, já nos proporciona algumas levadas um pouco mais rápidas, enquanto que “Bully” retorna com as levadas mais quebradas, explicitamente atuais.

 A versão de “Cadáver na Barragem”, foi a responsável pelo encerramento do EP, e apesar do título em português, a faixa é cantada quase que inteiramente em inglês, já que o título é cantado na língua de origem mesmo, se mostrando na mesma linha das anteriores. Por tanto, não um trabalho com um único destaque, mas sim um destaque geral em si.
Se o ouvinte procura por um som de qualidade, agressivo, técnico e moderno, eis aqui uma pedida mais do que indicada!

Confira o vídeo da faixa “Shame”:


Formação:
Ryan "Relentless" Raes - Vocal
Covero – Guitarra
Adriano Vilela - Baixo
Bruno Santin - Bateria

Músicas:
01 – Shoot, Shovel, Shut Up
02 – Shame
03 – Priced Out of Paradise
04 – Bully
05 – Cadaver na Barragem (Versão 2016).

Por Vitor Sobreira

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