segunda-feira, 3 de abril de 2017

Lendas o Metal: Theatre of Fate - Viper

 
Theatre of Fate é o segundo álbum de estúdio do Viper. Lançado em 1989, marca a saía de André Matos no Vocal. A gravação deste disco foi um grande salto de nível. Diferentemente do anterior (Soldiers of Sunrise), que foi gravado em uma semana. Desta vez foi contratado um produtor inglês chamado Roy Rowland. Além disso, contaram com um dos melhores estúdios disponível na cidade. Era um estúdio antigo, dos anos 50 ou 60, dos tempos do cinema, onde eram gravadas orquestras inteiras ,  com “equipamentos maravilhosos, como mesa ao vivo e gravadores de fitas e todos os tipos de microfones e todos os tipos de salas e piano acústico e orquestra disponível, e tudo. Então foi uma realidade completamente diferente”, conforme lembrou André Matos em entrevista.
 
Além de contar com André Matos nos vocais, o line up o Viper ainda tinha, Felipe Machado nas guitarras, os irmãos Yves e Pit Passareli (guitarra e baixo, respectivamente) e Guilherme Martin nas baquetas.
Theatre of Fate abre com a instrumental Illusions, composta por Pit Passareli, sendo uma linda faixa introdutória, preparando os nossos ouvidos para o que virá a seguir. At Least a Chance, também de Pit, um excelente Power Metal, com uma letra que inspira esperança, como a uma ultima chance a qual devemos nos agarrar. Em seguida
vem To Live Again, música com uma pegada bem tradicional, lembrando Iron Maiden em muitos aspectos, e uma letra bastante intimista, de como as decisões que tomamos no passado podem influenciar no que nos tornamos, e tomando-as erroneamente, nos atinge bastante negativamente, sem chance de poder voltar para mudar.
A Cry From The Edge é a quarta música do álbum. Uma Linda introdução abre a faixa e nos leva a um grande Power Metal. Escrita por Pit Passareli e Felipe Machado, é uma das músicas mais ligeiras do disco. Podemos nos surpreender com o grande vocal de um André Matos ainda adolescente, uma amostra dos agudos que levariam o vocalista a ser reconhecido mundialmente. Em seguida vem a clássica Living For The Night, escrita por Pit, se tornaria um dos grandes hinos do Metal tupiniquim.
Prelude to Oblivion é a sexta faixa. Usando um vocal mais rasgado, André demonstra mais uma vez sua força vocal. Essa é uma grande música que une com perfeição elementos do metal tradicional, Power Metal e música erudita, lembrando muito, em algumas partes, o próprio Queen nos áureos anos 70. Em seguida vem a música que batiza o disco, Theatre of Fate, é uma pancada do início ao fim, é a música mais pesada do álbum com André abusando dos seus agudos, tão característicos na sua carreira.
Moonlight encerra o álbum. Única música composta por André Matos é baseada em "Moonlight Sonata" de Beethoven. Uma das músicas mais belas do disco, nela Matos solta sua voz, incorporando toda a sua dramaticidade, técnica e extensão vocal, o que a faz ser um grande deleite aos nossos ouvidos.
Theatre of Fate se destaca, principalmente pela voz de André Matos. Último álbum que André gravou com a banda, para, depois, alçar voos mais altos com o Angra. Mas esta será uma outra história, para uma outra matéria.
Em 2012 a banda fez a turnê To Live Again Tour, para comemorar os 25 anos do Soldiers of Sunrise, quando tocaram pela primeira vez na íntegra os álbuns Soldiers of Sunrise e Theatre of Fate. O primeiro show aconteceu no dia 1º de julho na cidade de São Paulo, com o retorno do vocalista, Andre Matos, após 22 anos desde sua saída para a banda Angra, e a formação clássica de Pit Passarell, Felipe Machado e Guilherme Martin. O guitarrista Hugo Mariutti tocou no lugar de Yves Passarell, que eventualmente fez participações durante esta turnê.

Por Lúcio Amaral

Um comentário:

  1. Maravilhosa e histórica matéria....Parabéns pela postagem.....

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