sábado, 5 de março de 2016

Entrevista: Lúcio Amaral,guitarrista,arranjador e compositor no projeto Alma Sacra



Lúcio Amaral, nascido na cidade do Natal/RN, participou da banda Dr. Watson e lá ficou até 2004, quando a banda se desfez. No mesmo ano forma a banda Black Cold Coffee, que ficou até 2013. Em 2006 fez participação especial no show de Carlos Nobre, no evento Serenata Para Natal. Atualmente está na banda Frequência A.M., banda de rock com músicas 100% autoral, e Arcanys (metal tradicional). Começou a estudar música em 1992 com o saudoso Tonho Sete Cordas, no ano seguinte passou para a guitarra, quando teve como professor o guitarrista Jubileu Filho, desde então a música passou a ser sua maior paixão, estudou um ano de violão erudito e hoje se dedica, além de tocar com suas bandas, na composição, principalmente para o projeto Alma Sacra, o qual tem orgulho de participar como guitarrista, arranjador e compositor


Alma Sacra Project




FMBR:Por que escolher a música?Por que ser guitarrista?

L. Amaral:Creio que a música já corre no sangue, desde o meu bisavô sempre apareceram músicos em minha família. Além do mais a minha lembrança mais antiga é com música, lembro que sempre quando chegavam os finais de semana, eu acordava...
ao som de Nelson Gonçalves, Francisco Alves, Beatles, The Platters, Ray Conniff... Era o meu pai, que apesar de não ser instrumentista, sempre teve um excelente gosto musical, e quando chegava o final de semana as colocava no toca disco. Então meu pai é o principal culpado por eu ter me apaixonado por música.

A guitarra, foi o instrumento que me encantou de cara, eu devia ter uns 9 ou 10 anos, quando escutei Still Loving You no rádio, e aquela música era mágica para mim. Logo conheci o Scorpions e Matthias Jabs foi o cara que me fez querer ser guitarrista. Então, quando conheci a banda mais a fundo descobri Uli Jon Roth e Michael Schenker, foi quando eu disse: “quero tocar igual a esses caras” e ainda hoje os tenho como grandes ídolos.



FMBR:Quais são as suas influências?Qual sua banda ou álbum preferido?

L. Amaral:Minhas maiores influências são Uli Jon Roth e Michael Schenker, mas também gosto muito do Randy Rhoads, Gary Moore e Vinnie Moore, com certeza são fortes influências para mim.

Scorpions e UFO são, de longe, minhas bandas preferidas. E meus álbuns são o Tokyo Tapes do Scorpions e Strangers in the Night do UFO.



FMBR:Atualmente você se sente realizado(a) ou ainda tem objetivos a serem conquistados?

L. Amaral:Musicalmente ainda tenho muitos objetivos a alcançar, infelizmente Natal nunca foi uma cidade que investisse nos seus artistas, apesar de termos grandes nomes e uma das melhores escolas de música do Brasil – a UFRN, mas cultura nunca foi o foco de nossos administradores, pelo menos a local, sempre investiram mais em artistas nacionalmente conhecidos, preterindo os da terra. Então, participar do Alma Sacra já é um grande sonho alcançado, e com ele, veio a oportunidade de ir mais longe, alcançar novos patamares.



FMBR:Qual o seu maior objetivo hoje?

L. Amaral:Poder expor meu trabalho de um modo mais sério e abrangente, poder demonstrar a todos um pouco da minha música, poder viver exclusivamente da música.
 


FMBR:O que te motiva?

L. Amaral:Sempre buscar coisas novas, aprender mais, conhecer mais. A música é viva, a gente nunca sabe 100% dela, sempre tem algo novo a aprender. Isso me motiva, conhecer mais profundamente as nuances da música.



FMBR:O que você acha da cena do rock/metal no Brasil hoje?

L. Amaral:Eu acho muito boa, temos no cenário nacional bandas incríveis, como o Hellish War, Soulspell, Eyes of Gaya, o Far From Alaska como representantes do rock, são bandas formidáveis, que estão ocupando seu espaço no cenário. Uma pena é a grande mídia não divulgar e não termos programas especializados nas grandes emissoras, pois temos grandes talentos aqui no Brasil (exemplo disso é o Kiko Loureiro no Megadeth e o Conrado Pesinato na Graham Bonnet Band), acho que falta é somente um reconhecimento maior, uma divulgação maior, de nossos talentos.



FMBR:Se tivesse a oportunidade de tocar em uma banda ou trabalhar com alguém, quem seria?

L. Amaral:Fora essa galera que citei, gostaria muito de conhecer toda a família Angra, Edu Ardanuy, os irmãos Busic, adoraria subir no palco com o Conrado Pesinato, e, logicamente, o sonho que todo fã tem de dividir o palco com seus ídolos, no meu caso seriam Uli Jon Roth e Michael Schenker.



FMBR: Força Metal BR agradece a disposição, confiança e tempo gasto gentilmente para responder a nossa entrevista e deseja muito sucesso!! Deixamos o espaço livre caso queira dizer algo.

 L. Amaral:Eu agradeço o convite de vocês, de poder participar da Força Metal, e por todo apoio e divulgação que vocês fazem no cenário rock/metal nacional.





Por: Laíse Moreira S.

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